Vem Comigo: Museu de Arte do Rio (MAR)

Antigamente eu também usava esse blog para postar sobre os passeios e saídas legais que eu fazia com minhas irmãs e minhas amigas, mas depois de tantos acontecimentos na minha vida (família, trabalho 9h por dia e sábados indisponíveis por motivos de curso de italiano), acabei deixando a vida social de lado e tenho saído bem menos do que gostaria. Mas aos poucos isso vai mudando (já está começando a mudar) e eu vou voltando a postar aqui os meus passeios e dicas de lugares, restaurantes e etc.

Para voltar a ativa e às andanças, eu e minha irmã Ester resolvemos aproveitar minha folga e darmos um pulinho no CCBB e no MAR (Museu de Arte do Rio), só que nós fomos #trouxas e esquecemos que às terças o CCBB fecha para manutenção (como esquecemos isso?) e chegando lá demos de cara com a porta fechada: êêêê! Mas somos fortes e inabaláveis e partimos logo para o MAR, que nunca tínhamos visitado.
Eu vou confessar para vocês que eu pequei e vão ficar faltando algumas fotos do lugar porque acabei esquecendo de fotografar e pretendo voltar lá ainda em Agosto porque achei muito bom e essa também é uma desculpa para eu levar minha câmera e tirar mais fotos legais por lá.

Sobre o Museu

Primeiramente, o MAR fica na Praça Mauá, ali no Centro do Rio mesmo, de bem fácil acesso dos transportes públicos. Ele fica em dois prédios igualmente lindos! “O Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista – originalmente um terminal rodoviário. O antigo palacete abriga as salas de exposição do museu. O prédio vizinho é o espaço da Escola do Olhar, que é um ambiente para produção e provocação de experiências, coletivas e pessoais, com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino.”  – como diz no site do museu.

O que achei mais interessante no museu é que ele foca bastante a arte brasileira e uma das exposições o foco é o Rio de Janeiro, com muitas informações sobre a cidade e o Estado, bastantes fatos históricos e peças referentes a algumas épocas do Rio. E outra coisa interessante é que a visita começa de baixo para cima (do 6° andar até o 1°); você já chega saindo do elevador com uma vista incrível do Rio de Janeiro, é bem impactante!

Sobre as exposições

A primeira exposição (de cima para baixo) que eu fui foi a “Rio Setecentista” que foi feita em comemoração aos 450 anos da fundação do Rio de Janeiro e aborda basicamente a história do séc. XVIII, quando o Rio se torna capital do Vice-Reino do Brasil. Essa expo tem bastante objetos e símbolos religiosos como santinhos e etc, mas também tem bastante prataria, coroas, mapas, móveis e roupas da época. Bem legal para quem não conhece muito sobre a história da cidade e deseja conhecer de uma forma mais diferente.

Descendo mais um pouco chegamos na exposição do Kurt Klagsbrunn: Um fotógrafo humanista no RioEle é um fotógrafo austríaco e traz fotos das décadas de 1940 a 1960 com muitas transformações urbanas e políticas. O que achei mais legal nessa mostra é que a maioria das fotos (obviamente!) são de pessoas e em preto&branco, o que é uma coisa que sou apaixonada.

Lá também está tendo um linda exposição em que o foco são: mulheres. Chamada de “Tarsila e Mulheres Modernas no Rio”, retrata mulheres que tiveram papéis muito fortes e importantes aqui no Rio de Janeiro, contribuindo para história não só do Rio mas também pra história do nosso país. Achei tão legal uma exposição desse tipo que empodera as mulheres, mostrando a  sua força e os trabalhos tão importantes que elas realizaram e realizam, sejam na área cultural, mas também nas áreas públicas, saúde, ciência e etc. Vale muito a pena fazer uma visita a essa expo!

Tinha mais um andar com exposições mas estávamos tão cansadas que decidimos deixar para a próxima vez. O museu é muito grande (muito mesmo) e tem praticamente cinco andares para visitação, o que é muita coisa! Então se você um dia resolver ir, separe o seu dia todo para olhar com calma e dar tempo de visitar tudo.
No MAR também tem um pequeno restaurante para quem estiver com uma vontade de comer e uma lojinha para quem for turista poder levar uma lembrança do museu.

No todo, achei o lugar muito bom, ótimo para passear com os amigos e adquirir mais cultura. Fico muito feliz de ver que o Rio está investindo em lugares que levem cultura para a população (até porque lá não tem só exposições, também tem apresentações de músicas, oficinas, cursos, seminários, dentre outras coisas).

Mais fotos (hehe):

Visitação e preços

Horário: de terça à sexta: 10h às 17h; sábados, domingos e feriados: 10h às 17h.
Entradas: R$ 8 (meia: R$ 4).
Gratuito às terças-feiras!

As pessoas

Em época de textão e muito chorume ~naquela rede~ às vezes, ou quase sempre, eu fico pensando: “Meu Deus, em que mundo nós estamos vivendo?”
Acabo vendo tipos de pessoas que me deixam chocada com a capacidade de não ter um mínimo de amor pelo próximo, uma frieza no coração e fico pensando que estamos praticamente perdidos, que vai tudo de mal a pior e que tenho medo de ter filho(s) e colocá-lo(s)s nesse mundão de meu Deus pra ter que lidar com tanta frieza que a gente vê por aí.

Mas aí, vem aquelas pessoas que mudam tudo! Se para 1 milhão de pessoas “ruins”, sem amor, existem 500 mil pessoas cheias de amor, solidariedade, compaixão, paz no coração que fazem esse 1 milhão virarem mil. Com tanta bondade, acabo esquecendo aquela frieza toda e vendo que ainda existe algum resquício de esperança e que no fim pode acabar dando tudo certo.

E o melhor é que tenho provado quase todos os dias do que essas pessoas têm para oferecer. Depois do que ocorreu com o meu pai (ele teve dois AVCs, sendo um uns dias antes do aniversário da Sarah e depois teve uma convulsão que o deixou alguns dias em coma induzido e que ocorreu um dia antes do meu aniversário), eu vejo como tem gente que ainda se importa com a dor do próximo, dispostas a ajudar no que for preciso. Eu não sabia que existia tanta gente que se preocupava com a gente, com a minha família. A gente sempre sabe que tem aquele amigo, conhecido, colega mas nunca sabe quem vai estar disposto em certos momentos da vida. Tem gente que eu nem sabia que conhecia a minha família, mas apareceu, abraçou, chorou, ajudou no que podia.
Só de trazer um sorriso, um abraço, mandar uma mensagem, orar, rezar, whatever, isso faz uma diferença imensa! Como eu e minhas irmãs sempre dizemos, um sorriso e um abraço podem mudar a vida de uma pessoa em um momento que ela precise.

O meu alívio é saber que existem milhares de pessoas como essas espalhadas por aí, levando amor, abraços, sorrisos e agradeço a Deus por essas pessoas que estão aqui perto ou longe, que trouxeram abraços e sorrisos não só para mim e para minha família, mas para outros que precisam. Tive abraços que recebi na hora que precisava e sorrisos que melhoraram meus dias e o que mais quero é poder levar o que eu recebo para outras pessoas também.
Que essa “corrente” nunca acabe e ultrapasse muitas barreiras, países, famílias, amizades e por aí vai.

Eu tô falando é de atenção, que dá cola ao coração, que faz marmanjo chorar se faltar, um simples sorriso
ou às vezes um olhar (…)
As pessoas não são más, elas só estão perdidas, ainda há tempo.

Links da Blogosfera – #3

11

O irmão do Wes Anderson é ilustrador: Eu amo os filmes do Wes Anderson e ele é um dos diretores que eu mais admiro no cinema, acho que é porque eu sou muito detalhista e tenho um leve TOC. Os filmes do Wes são super assimétricos e com uma direção de arte impecável e daí descobrimos que eu o seu irmão está no mesmo barco e por trás de muitas coisas dos seus filmes.

 – Como minha mãe me ensinou sobre redes sociais numa época que não existia Facebook: “Conhecimento é adquirido a todo momento, só precisamos aprender a direcionar nossa atenção para isso.”. Que post maravilhoso!

 – A extinção da solidão: “Justamente, sem o silêncio não nos ouvimos. Sem o isolamento, sem preciosos instantes de existência, não nos enxergamos. O mundo anda ao nosso lado o tempo todo e fala, fala, fala. Nunca se cala!”

Wallpapers: A Dani selecionou os wallpapers mais lindinhos que ela achou no blog Design Love Fest e compartilhou lá no blog dela. Eu já salvei alguns 😉

Wallpapers para celular: E na mesma ~vibe~ a Estefanie do “Coisas Fúteis“, selecionou wallpapers super fofos para colocar no celular. É difícil escolher qual é o mais lindo!

Façam bom proveito dos links!

Mulher solteira incomoda muita gente

Nós, mulheres, temos que passar por situações complicadas e chatíssimas todos os dias de nossas vidas e temos lutado há anos para essa situação mudar. Muita coisa já melhorou mas algumas ainda precisam mudar bastante para a gente poder viver nossa vida do jeito que a gente quiser, sem medo e sem uma enxurrada de abobrinhas que a gente tem que ouvir.

Mas enquanto essa história ainda não muda, tenho que aturar pessoas incomodadas com o simples fato de ser uma mulher, de vinte poucos anos e não namorar com ninguém, apenas por ser solteira, feliz, inteligente e até bonita. E pelo jeito, isso incomoda muita gente ao ponto de virar quase uma investigação ou meta de vida para descobrir o motivo por você estar solteira, feliz e muito bem com você mesma e a vida. Como o caso que aconteceu com uma pessoa que eu conheço.
Se você se enquadra nesse grupo de meninas, de vinte e poucos anos (ou até mais) que está solteira, com certeza já ouviu algumas dessas frases:

a) “nossa, você deve ser muito rigorosa com os homens, deve dar mais chances à eles”
b) “você deveria sorrir mais e ser mais simpática, os homens devem ter medo de chegar em você”
c) “a gente não pode escolher demais, ou é uma coisa ou é outra”
d) “mas será que você está bem mesmo?”
e) “cuidado que vai ficar pra titia, hein!”
f) “será que ela é?”
g) “por isso que você tá solteira, gosta disso assim e assado”
h) “você é tão bonita e inteligente, como pode estar solteira?”
i)
todas as respostas anteriores e continua…

O que mais me intriga é que se essa situação fosse com um cara, todo mundo ia achar normal ele estar ~vivendo a vida~ dele sem estar com alguém e sem essa pressão de você precisar casar e não ficar pra titia, vivendo com os seus pais para sempre. Um cara de vinte e poucos anos (ou até mesmo trinta), bonito, bem sucedido na carreira, inteligente e independente não seria visto de forma estranha e nem receberia julgamento se fosse solteiro, quiça até fosse visto como um adjetivo positivo pro cara, ter esse perfil e ainda conseguir não estar preso a nenhuma mulher. Se ele quisesse estar solteiro e ao invés de estar de fato totalmente sozinho, quisesse ficar com várias meninas, sem ter nenhum relacionamento sério ou até mesmo nem ficar com ninguém, não seria julgado como uma mulher seria se resolvesse fazer a mesma coisa. Ela seria chamada de piranha, p***, piriguete e por aí vai se quisesse ficar com várias pessoas ou seria chamada de encalhada se quisesse apenas de fato estar só.
E o que me incentivou a fazer esse post? Simples: a forma como eu vivenciei o dia dos namorados e como as pessoas encaram o simples fato de você não estar com ninguém nesse dia. Eu nunca liguei para essa data, nunca me afetou em nada na vida, mas esse ano umas milhares de pessoas no meu trabalho chegavam e perguntavam para mim e para as outras meninas: “e aí, meninas! ganharam muitos presentes dos namorados hoje?” e eu tive que responder essas milhares de vezes que não tinha namorado e daí vinha a próxima pergunta: “ué, como assim uma menina como você não tem namorado? por que você ainda não tem um namorado?“. E a minha resposta é simples: porque eu não quero.

Se eu quisesse, certamente poderia ter namorado ou estar namorando alguém, mas eu escolhi não namorar. Prefiro ficar sozinha, me curtindo, curtindo meu momento de solterice na vida, do que ficar em um relacionamento que eu não amo a pessoa ou ela não me acrescente em nada ou não me faça me sentir melhor ainda na vida, e ficar presa a isso só porque as pessoas impõem isso para nós mulheres e nisso eu vou ficando desgastada, podendo até me fazer mal. Talvez pulando de relacionamento em relacionamento, me fazendo mal, por medo de estar solteira e sendo julgada por isso. Quem não conhece uma amiga nessa situação? Ou já conheceu? Quando eu encontrar um cara que vale a pena o meu esforço, o meu amor, o meu tempo, sacrifício, alguém que eu goste ao ponto de não querer ficar longe, que me entenda do jeito que eu sou e me faça ser melhor do que eu sou hoje, eu namoro. Mas pasmem, não encontrei, e pasmem mais ainda, tudo bem. Enquanto isso, eu estou aqui muito feliz com a minha solterice, sem dor de cabeça. E ao invés de você querer achar fumaça onde não tem, apenas aceite que existem sim mulheres lindas, inteligentes, extraordinárias que estão sozinhas apenas porque elas querem estar e não porque é inteligente demais, é crítica demais, é feminista demais ou tem alguma coisa errada com ela.

Obrigada, denada!

Ps.: agradecimentos à minha irmã Sarah por me ajudar com o post. Thanks ❤